Padre Tomás tem 60 dias para continuar com voz para dar missa
Tomás é padre há dez anos. Três meses atrás, ele sentiu um caroço pequeno no pescoço e deixou pra lá. Em um mês, o caroço triplicou de tamanho.
O doutor explicou: precisava de tratamento, e já estava avançado.
Tomás voltou pra paróquia sozinho, se ajoelhou diante do sacrário e disse: Senhor, agora sou eu que preciso.
O que ele tem não passa pra ninguém. Mesmo assim, na hora da comunhão, tem gente que olha pro pescoço dele e não pega a hóstia da mão dele. Ele não culpa ninguém.
Tomás continua abrindo a igreja todo dia.
Mas tem um problema: a voz vai começar a falhar, dificultando na hora de dar a missa.
O tratamento que ele estava fazendo não resolveu. Só sai com operação, e o prazo é de sessenta dias.
Um padre vive do que a paróquia oferece. E o que a paróquia oferece segura a igreja aberta, não paga uma operação dessas.
Foram dez anos escutando a dor dos outros no confessionário. Pela primeira vez, a história que precisa ser escutada é a dele.
O prazo já corre. O caminho até a operação começa por aqui embaixo:
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